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Zizo
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À POESIA
a poesia doma a alma a poesia ruma à musa ah! esta arte, toda parte ah! como fome, como vida
SOBRE A ARTE A arte aspira ou conspira A arte altera ou alterna A arte ostenta ou intenta A arte conversa ou converte
ESPELHO Sofro a morte, em mim, nascimento Nada-se em mim, causa-me vão orgulho
DELÍRIO SUPREMO Quando sobre ti, sobra tal culto Quando sobre ti, sombra é vulto Tuas mãos macias confiam desafio Nuas mãos vicias, confinas conflito
PARAÍSO confino-me em meu deserto: afino-me ao ato criativo: defino-me em esmo absoluto: inclino-me à santa vã poesia:
MIL PRONÚNCIAS ELA MIRA E MORA ONDA
É MUSA, VENUS, GIOCONDA.
ESTOU NU EM MINÚCIAS.
SINTO EM SEU OLHAR
MIL PRONÚNCIAS.
CUMPRE-SE NOSSA ASTRÉIA:
CÚMPLICE, É ELA, MEDÉIA!
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INTERPOÉTICA
© 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos |
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