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Zita Alves
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Sou filha da onça
preta A trigue é minha sobrinha A onça vermelha é mole A trigue suçuarana O gato maracajá
O CASTIGO DO PEDRO Pedro Bacural ia pelo caminho. Chegando em um pé de pau-dóia lá estava um passarinho, saltitando de um galho p’ra outro e dizendo: Jesus-Genézio, e olhava para o Pedro, e dizia: Jesus-Genézio... e Pedro que gostava muito de andar com uma baladeira, tirou uma bala de dentro do bornó e disse: Peraí, passarim, fio de uma égua, que tu já sabe quem é, Jesus-Genézio. E zum... uma pedra, de baladeira, no passarinho que só fazia olhar para o Pedro e dizer: Jesus-Genézio? Mas a pedra, em vez de bater no passarinho, voltou reversa, e bateu mesmo na testa do Pedro. E o Pedro saiu chorando com a dor. Isso só acontece com menino sapeca, que vê os passarinhos chamando por: Jesus-Genézio, e vai lhe fazer o mal. Não cuspa p’ra cima, que lhe cai na cara.
O MEU JEITO E O TEU JEITO Com o jeito, desse teu jeito; Mesmo sem jeito, do jeito, De jeito, que é o meu jeito |
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INTERPOÉTICA
© 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos |
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