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Wilson Freire
(Arcoverde/Pernambuco)

 



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CORPO A CORPO

E rolamos e bolamos, nos chocamos
até virarmos dois eixos.

E suamos e molhamos e nadamos
até virarmos dois peixes.

Mergulhamos, afundamos e giramos
até perdermos o eixo.

Nos lançamos, nos cruzamos, nos traçamos
até virarmos um feixe.

O meu fluxo
teu refluxo
nós dois flácidos:
vertiginoso desleixe.

 

GÊNESE

A chuva afaga lajedo
até deixá-lo macio.
Depois corre barulhenta:
é correnteza no cio.
Se entrega a um riacho,
engravida e pare um rio

 

 

Fonte:
Movimentos de Escritores Independentes de Pernambuco - 1980/1988
Organizador:Francisco Espinhara
Recife 2000

 

INTERPOÉTICA © 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos