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Walmor Dario Santos Colmenero
(1963 Santos/São Paulo)

 

 


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RÉQUIEM

Ele está morto!
Ele está morto!
Disse o poeta.
Ferido à faca, o coração não mais bate.
Mataram o poeta de ontem.
Havia uma pedra no peito do poeta,
feita do puro pó dos sentimentos.
Sangraram seu corpo
e fizeram de suas vestes, cordas.
E de cordas, amarraram sua língua
e ele não falou: Nunca mais!
Basta!
Mas existe o punho do profeta,
existe a pena do poeta.
Mas ele está morto.
Mas ele está morto.
Disse o poeta.
Ele morrendo, eu morri.

 

SIMETRIA

A João Cabral de Melo Neto

Pedra e rio se confundem.
Lama. Pó. Sujeira. Pau.
Sonhos do norte se distendem.
Força. Solidão. Arrebol.

Faca e lâmina se afiam.
Som. Faísca. Fogo. Flor.
Símbolos de mentes se definem.
Sangue. Poeira. Vento. Cor.

Boca e voz a trabalhar.
Canto. Fato. Estribilho.
Choro e chuva faz calar.
Corpo. Esqueleto. Nosso filho.

Tudo é mistura nessa lida.
Vida. Morte. Sentencio.
Pobre morte. Pobre vida.
Toda dor tem um silêncio.

 

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Fonte:
Poemas enviados pelo autor

 

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