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SILVANA MENEZES

 

O poeta enxerga tanto
ao ponto de depositar
nas palavras
as balas
que de outra maneira
jogariam seus miolos
a dez metros de distância

 

 

 

 

Meu nome é Silvana Menezes, tenho 39 anos, sou poetisa, atriz e arte educadora, paraibana, moradora de Olinda desde 1979. Minha iniciação nas artes cênicas aconteceu ainda em Umbuzeiro, cidade em que nasci, e desde então tenho dedicado a minha vida a disseminação da poesia em todos os espaços em que freqüento.

Comecei a freqüentar a escola já tarde, morávamos no agreste paraibano e não havia escolas por perto, meus pais contrataram uma professora – a Madrinha Alzerina, para dar aulas particulares cinco dias por semana, para eu e minhas irmãs. Foi assim, que fomos alfabetizadas no código da escrita. Na minha casa não haviam livros e só vim ter contato com eles bem mais tarde, quando conheci a biblioteca da escola Coronel Antonio Pessoa. Nesta época já gostava de rimar palavras e foi encantador para mim conhecer a poesia, as histórias. Gostava de recontar as histórias que ouvíamos dos meus pais e avós, em noites de lua cheia. E contava para meus amigos.

Mais tarde, quando viemos morar em Olinda e eu fui estudar teatro, já tinha grande experiência com intérprete de poesias, divulgando a poesia em todos os espaços que ia, a exemplo dos bares, praças, nas festas dos amigos. O Curso Regular de Teatro do Sesc, só veio para afinar melhor a minha interpretação e melhorar a minha performance.

Atuei em diversas montagens teatrais, a exemplo dos espetáculos Sóror Mariana (papéis: Mariana, Romeu, Sto. Agostinho), sob a direção de Gilberto Brito; vários Poetas em Casa, hoje Poetas da Terra (projeto),
direção de Augusta Ferraz; Lobas, direção de Rudimar Constâncio, Na Lâmina Fria do Mar de Orismar Rodrigues com direção de Leidson Ferraz, O Avesso do Corpo e o Sem Fim do Coração de Teresa Tenório com direção de Breno Fitipaldi, O Capataz de Salema, direção de Marcondes Lima, Terror e Miséria no III Reich, direção de Edgard Franco de Sá; O Segredo da Arca de Trancoso, direção de Luiz Felipe Botelho, e em várias outras produções locais. Meus poemas foram dramatizados dentro do Projeto Poetas da Terra, Com sob o nome de: Um Poema para Virgínia Woolf, com direção de Wellington Júnior.

Para Televisão, participei de produção da TV Jornal, como atriz em produções da TV Pernambuco, a exemplo de Rosas oubadas, em omemoração do dia Internacional da Mulher, e em Pernambucanos da Gema, com a direção de Kátia Mesel. E em Brasil 500 anos - para Tv Educativa, realizado pela Fundação Joaquim Nabuco, além de outros trabalhos para Massangana Vídeo Som.

Para rádio trabalhei em diversos projetos desenvolvidos pôr Ongs, como o Jovem Legal -CENDHEC- recebemos prêmios Cristina Tavares e Airton Sena. Fala Mulher - Centro de Mulheres do Cabo - SOS CORPO, ambos dirigidos por Carla Denise.

A partir de 1997, iniciei atividades como Arte-Educadora, através do
projeto Artes e Ofícios do Ator, desenvolvido pelo Centro de Cultura Luiz Freire, Ong reconhecida por seus trabalhos na área de educação, comunicação,
cidadania e direitos humanos.

Ainda no Centro de Cultura Luiz Freire, coordeno desde o ano 2000, o projeto
Quartas Literárias, que foi criado como uma lternativa da experimentação da expressão artística, tendo a literatura como eixo. Uma grande variedade de
manifestações culturais, populares e eruditas, também encontrou aí
espaço: teatro, fotografia, música, dança, contação de histórias, produção de textos e rodas recitais. um dos objetivos das quartas
literárias era alcançado: começava o diálogo entre a literatura e outras
linguagens artísticas.

Participei da coletânea poética Marginal Recife, lançada em 2004, pela Fundação de Cultura Cidade do Recife e também do livro: Pernambuco: Terra de Poesia, um painel da poesia do século XVI ao XXI – Instituto Maximiano Campos / 2005.

Hoje, sou aluna da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda - FACHO cursando o VIII período de Letras e continuo realizando as Quartas Literárias (toda última quarta feira do mês), e também atividades de Arte-Educação.

 

música: Beatriz (Chico Buarque)

interprete: Cida Moreira

foto: André Araripe

   

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INTERPOÉTICA © 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos