| OS PREGÕES
De pequenas coisas o céu se compõe
Com o que é nosso seja breve
Ou longamente rolando o carro
A traça rói a camisa nomeada
E retorna das pedras das salinas
À eternidade dos vôos
Ao redor dos impérios
Na banca dos jogos suburbanos
Pela margem que carrega o vidro
Com a fumaça retirada
Da casa da praia
Visionária ao alcance da dispensa de multa
Sobre todo racionalismo cristão
Na rua cheia d'água
Porque o resto é combogó
O homem se encosta em tronco
Da árvore na praça com as deusas
Segurando espada sem tocar no chão
Fora de horário de serviço
Na tarde escura vindo dos políticos
E novos empregos que se arranja com eles
Além dos que tinha
A ouvir o que toca zabumba.
HUMANITAS
Conversa fiada
Rege ótica consensual
De algum maduro trigo
Por estações úmidas
Com caudaloso eco
Atravessando rosa do mar em cristais
E cacto poupa o azul
Invisível da semente
Em forte construído
Contra indícios.
A primeira vez
O nome senhor
Designa
Tudo isso é tão velho
Que vai por outra estrada
Semelhante.
CONFLUÊNCIA
Rótula e aspa
De esqueleto
Alguma contemporaneidade
Vai para língua
Em qualquer época
Variável ao ser
Ponderando charrua
Enterrada na areia.
BEIRA DE PRAIA
Perdura na conseqüência
Quase neolítica
Reflexo em contradizer
A estrutura não é em si
Completa.
Mas é a solidez
Do que seria
A órbita e os ossos
Descidos a um plano
Figurado.
REVERÊNCIA
Tanta brisa e tanto desconhecimento
Expressional no que se desdobra
Sobre a mesa
E atinge o alto de nós mesmos
Só pode ser
O que falta ser dito
Mas onde
O resíduo da vela?
Os que não ocuparam lugar
Chegando
Não se sabe quando
Os velhos troncos decepados
Crescem
Na obrigação do sopro. |