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Renata Santana
(1986 Recife/Pernambuco)

 

 


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Conclusão

Se ele disse adeus
Foi à Deus
Porque eu juro que não ouvi.

 

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Cadê a cidade?

 

 

- Alô, Ano Novo?
- O que me contas de novo?
...

- De novo?

 

Tic-Tract

Segunda-feira atrasada
Não encontro nos ponteiros
A minha hora marcada

 

 

Fez sol
O caranguejo saiu da toca
Latinha de Coca.

 

 

Submundo
Subvida
Subway...
Rádio de amor
Coletivo vazio
Treme de frio
A menina suburbana.

 

 

Debatem-se os cigarros
Que batem
No bolso
Na carteira
Qual
Do macio maço
Soltará
Breve operário
Às fumaças da caldeira?

 

 

O que te importa?
Se às 18h no centro de Recife
Só se grita
Só se come
Só se cheira
Só se vende:
- Pipoca!!!

 

A CONCHA (OSTRACISMO)

Estou com uma pérola
Na garganta
Presa, incômoda
Sob espumas vago
Silenciosa e nua
Somente a esperar
Amor,
Sou uma concha que chora
Sal e maresia
Um brilho oculto
No fundo,
Te espera!

 

Angel Blues

Angel Blues desceu do céu
Tocou um jazz
Passou o chapéu
E arrecadou pecados a granel.
Ao retornar
Tropeçou
Em nuvens de sal
Coloridas
E Deus disse: - Ficas nessa vida?
Deu de ombros
E fez comércio
Dos seus pecados
Do balcão um beijo pintado
Solo para o blues rasgado
Do Diabo.

 

Como Diria Leminski

Chamei
Vamos conversar
Apenas
Com
Ver
Sar
Mas, lembra:
Não sou toda ouvidos
Levo também
Boca
Sussurros
Pedidos.

 

 

Fonte:
Poemas enviados pela autora

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