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Vida, mistério e milagre
a poesia de Esther Sterenberg

por Marcos de Andrade Filho

 

Em O ser e o tempo da poesia (2000: 163), Alfredo Bosi relembra a Criação, no texto do Livro do Gênesis (Gn 2, 19-20) para mostrar que o poder de nomear foi dado ao primeiro homem. Em seguida, ensina que, para os antigos hebreus, nomear, dar nome às coisas, significava dar a tudo sua verdadeira natureza ou reconhecê-la. Tal poder (o de nomeação), segundo Bosi, “é o fundamento da linguagem, e, por extensão, o fundamento da poesia”. Na Torá judaica, encontramos a passagem da sexta hora do dia da criação do homem:

“Durante a sexta hora, D’us trouxe todos os animais perante Adão. Com a sabedoria que D’us lhe deu, Adão pôde dar a cada animal o nome apropriado pelo qual deveria ser chamado.”

(Livro Bereshit – Torá)

O poeta é o Adão, o ser humano por excelência, pois que ele é o nomeador, o doador de sentidos a tudo em que outrora só havia a vacuidade, o silêncio. E assim é porque o homem, conforme o texto sagrado, é “feitura”, “poiésis” de Deus, isto é, poema de Deus. E se o homem foi feito Sua imagem e semelhança, o homem é poema e poeta, afinal, aquele que chamou de Deus o Pai foi capaz de, sendo criatura, dar sentido ao Criador: e a Luz se fez!
Dar sentido às coisas, enquanto atributo primeiro e divino do homem e, por consequência direta, do poeta, parece ser a missão da escritora, psicóloga e filha do povo hebreu Esther Sterenberg.

A lírica sterenberguiana é um convite a beber pólen no jardim das flores secretas. É, pois, um chamado a ser mais que pássaro astuto ou leve borboleta – é necessário ter a perspicácia de um e a delicadeza da outra. O leitor de Esther tem de ter algo de abelha sensível e atrevida, capaz de desvelar as flores para só então lhes sorver o merecido néctar.

Esther sabe unir, como poucos poetas da atualidade, a vontade de forma à universalidade dos mais profundos sentimentos do homem. A poetisa não apenas enxerga coisas belas. Para ver coisas belas, basta ao sujeito que preze o adjetivo “humano” embutido em seu “ser”. Esther, humanamente, divinamente, diz o belo das coisas, e, porque é artista, cria coisas belas no mesmo compasso em que recria a beleza de tantas coisas: o outro que lhe confessa a vida, o ser amado que partiu da vida, a alma que dá vida, o Deus que é vida. Milagre. No prefácio ao romance The Picture of Dorian Gray, o escritor Oscar Wilde já revelara: “Artist is creator of beautiful things”, e Esther, sabendo e sentindo que a poesia é fome de beleza na alma do homem, vai cosendo, tecelã de palavras e outros fios de vida, os mais profundos retalhos (de fantasia?) do sentir, numa fazenda simples, mas rara, malha indelével: tecido poético.

A forma, em Esther, resulta num traje de perfeito caimento para aquilo que a poetisa tem a dizer ao mundo. O resultado é um discurso poético rico em sua simplicidade, de tal maneira que o leitor, não raro, se vê assaltado de emoção, não somente pela destreza da poetisa na eleição de seus temas, mas, principalmente, pelo modo como uma voz sui generis, com dicção própria emerge das profundezas do silêncio para fazer com que tudo o que silencia se transfigure em pausa musical. Esther encanta já pelo estilo, no sentido de “tudo o que individualiza um ente literário”, como observara Dámaso Alonso (1960: 364).

No poema Vida: mistério e milagre, que compõe o volume “Versos diversos: um vôo na amplidão” (2007), a poetisa inicia sua viagem por aquilo que anima a alma humana através de um verdadeiro “coquetel de louvores”, em que luz, música, gestos, palavras, dúvidas, ação, sorriso e cores saltam em profusão imagética e criam uma atmosfera multicolorida e sonora, dentro da qual respira a alma humana.

Da simplicidade de tudo, do beijo dos namorados, do vôo do beija-flor, do sussurro da brisa, a poetisa paraibana radicada em Pernambuco extrai o Amor que tudo move, que tudo “anima”, no sentido de que dá “anima”, alma, vida, psique a todas as coisas: a poetisa encontra o Amor que, encontrado, revela a Deus, panteisticamente onipresente, presente em tudo que vive e até em tudo que aparenta não viver, como “a brisa” – o vento suave, porém, traz consigo algo de imprescindível, o elemento vital que também dá alma, dá vida.

Vital será o amor-mistério-milagre visto pelo eu lírico de Esther nas asas da borboleta. A mesma borboleta, para os antigos, era símbolo da alma dos homens, que brotava dos dedos de Zeus:

“As asas da borboleta, ricas em policromia
O fato impossível que de repente acontece
Entremeado pela sequência de dias e noites
É o silêncio que cala e a força que entontece”

(Sterenberg, 2007: 37)

Para os gregos, a alma e a mente se confundem. A borboleta é, pois símbolo da alma / psique humana, que, para a psicóloga Esther Sterenberg é o alvo de um eterno “re-buscamento”, assim como a palavra também o é. Exemplares são os versos do poema-título da obra “Pingos d’Alma” (1998):

“Profundas sentenças
Se expressam sem fala
Segredos do espírito
Não existem em vão”

(Sterenberg, 1998: 43)

As almas que Esther encontra no divã da existência concreta, emprestam-lhe os mundos tanta vez abstratos de que ela necessita para recriar o mundo em sua poética e para desvendar a si mesma e ao leitor, enquanto seres humanos, dotados de alma e psique complexas e em construção eterna do indivíduo consigo e com o outro, como confessa a poetisa-psicóloga no poema Psicopapeando, do livro “Retalhos de Fantasias” (1990):

“Nesta de tagarelar psicologismos
Perco-me em confusas sensações
Ora eu percebo, sou, transfiro
Ora vivencio tais situações

(…)

Mas se nos detivermos no que não foi dito
Ser-nos-á mais fácil sentir o dilema”

(Sterenberg, 1990: s.p.)

Não fica difícil estabelecer o diálogo destes com outro poema de Esther, publicado em “Reflexões do outono” (2001), sob o título de Manifestações da alma:

“Tento escutar o eco do meu Eu
Ouço e reflito para melhor compreender
Mágico momento de novas descobertas
Sinto a força magnânima que espreita meu viver”

(Sterenberg, 2001: 41)

Vasculhando as circunvoluções da alma, a poetisa, tal qual o Cisne Negro, no célebre poema Cavador do Infinito, “cava os abismos das eternas ânsias”, em busca do impalpável:

É tranquilo cavalgar nas asas do imaginário
Sobrevoar dolente os caminhos do sem-fim
Sentir-me livre, liberta, paradoxalmente solta
Deixando que minha alma se manifeste por mim”

(Sterenberg, idem.)

Os lampejos neo-simbolistas não cessam no colóquio com um poeta do porte de Cruz e Sousa, mas se evidenciam nos cromatismos e sonoridades recorrentes em toda a obra da autora – o apelo sensorial parece necessário aos três seres em eterna busca no interior da voz de Esther: a mulher, a psicóloga e a poetisa.

Buscando a alma, Esther encontra a alma maior, geradora de tudo, aquela que “não é preciso apalpar para sentir e crer” (cf. Sterenberg, 2007: 37): o espírito de Deus, razão da existência da filha do povo de Israel:

“O rubro sol da manhã ilumina e aquece
A chuva fria que cai, o árido solo fertiliza
A natureza nos fala tão plena em sua linguagem
É o vento tão bravio às vezes soprando em brisa

E todas essas lições, necessitamos aprender
Resistir às intempéries na busca de um crescer
Ser humilde, ser fiel, obediente e agradecida
Louvando ao Criador, Artífice da nossa vida”

(Sterenberg, 2001: ibid)

Clarice Lispector já anunciava: “Não se preocupe em entender, viver ultrapassa todo o entendimento”. Esther parece mostrar que o Autor do verbo viver, esta Razão Suprema que ultrapassa o entendimento racional do “bicho da terra tão pequeno” não pode, também, ser compreendido pela mulher, comunicado pela poetisa ou desvelado pela psicóloga, mas deve, antes, ser sentida no Eu profundo do ser dotado da capacidade (ou será “dom”?) de crer e, por crer, capaz de se unir ao Transcendental, comungando-O, sorvendo-Lhe as bem-aventuranças, manifestando na Terra a divina felicidade, como se lê no poema Acreditando, publicado no premiado “Ainda sei atirar flores” (2004):

“A positiva energia impregna o clima
Há grande impulso de forte auto-estima
E nunca se impõe o ver para crer

(…)

Por isso o respeito é a luz do caminho
A compreensão dá forma ao ninho
A crença e a fé trazem felicidade.

(Sterenberg, 2004: 41)

A despeito de tamanha crença, todavia, a psicóloga que sabe das dores humanas é uma poetisa que reconhece a vida como uma incessante dúvida. Talvez a dúvida seja uma condição sem a qual a vida é tudo, exceto humana. O dia-a-dia, em seu prosaísmo minúsculo de tão grandioso é algo que também fascina a poetisa. O poema Chá das Cinco, publicado na obra “Re-buscando” (1997), parece sugerir essa cotidianidade numa atmosfera de requinte terreno, quase lascivo:

Viver o cotidiano
Às vezes me enfada e aborrece
Retruca outra, afetada
Mas que ao falar, enrubesce

Palavras esparsas ao vento
Tal qual folhas sem direção
São farpas e juramentos
Bolhas frágeis na amplidão

Lábios da cor-de-carmim tocam as chávenas
E sorvem o néctar de aroma fumegante
Anuncia-se o crepúsculo, o céu se pinta de rosa
Convida-se para o chá das cinco, presunçoso e [elegante

(Sterenberg, 1997: 51-52)

A vida, em suas diversas manifestações, do nascimento da criança à morte do marido mais-que-querido, do cotidiano mais prosaico e menos intencional passando por um sugestivo Chá das Cinco, chegandoà grande obra humana que revela a existência de Deus, tudo é matéria que impulsiona a pena inquieta de Esther. Sob a ótica da autora, nem o acaso do tempo é meramente ocasional, nem o incidente mais fortuito é puramente circunstancial. E, assim, no sorvedouro de tanta cotidiana dúvida e de tanta dívida, rebrilha a divina dádiva: a certeza de Deus. Esther nos leva a refletir sobre o fato de que Deus não joga dados. As circunvoluções da vida – o viver em si –, tema também muito caro à poetisa, impulsiona o leitor a uma profissão de fé. A poesia de Esther Sterenberg é uma estrela que surge no cimo do mais alto monte, lembrando-nos de que há imensos sentidos e respostas imensas explodindo ao nosso redor, sem que, muita vez, nos demos conta, a exemplo do que constatou Guimarães Rosa: “quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo”.

Cabe ao ser palavra (poeta e criança) a postura filosófica capaz de proporcionar a visão do milagre. Numa terra de homens presos e cada vez menos livres, por exemplo, encantar-se com o ideal da Liberdade e desejá-lo para todos é uma atitude, uma revolta, um sonho e uma crença; é questionar e questionar-se para ver o milagre que ninguém vê. Esther assume essa postura, exemplarmente, no poema Liberdade, da obra “Desabrochar de Emoções” (1989):

“Será que o ser humano, para se sentir livre,
Tal qual as aves deveria ser alado?
Ou o que não lhe permite andar solto
É tudo aquilo que por ele foi herdado?”

(Sterenberg, 1999: s.p.)

Até este ponto, o leitor já recebe de Esther um convite quase irrecusável a beber de sua poética singela e encantadora, mas a escritura é um milagre e, onde há um poeta, há uma mulher parindo e uma criança-sentido nascendo – há um milagre sendo amamentado. Não se espante, portanto, o leitor com a revelação cabalística de que todos os poemas da autora citados explicitamente até aqui foram retirados das sete obras poéticas publicadas pela autora e todos os textos são os décimos segundos poemas de suas respectivas obras.

A poetisa, herdeira das doze tribos de Israel; ela que, seguindo a tradição judaica, atingiu a maioridade aos doze anos, se revela por completo em sete livros, em sete poemas publicados na posição de número doze.

O número sete indica abundância, grande quantidade, como se apreende do Livro do Profeta Isaías:

“E a luz da lua será como a luz do sol, e a luz do sol sete vezes maior, como a luz de sete dias, no dia em que o SENHOR ligar a quebradura do seu povo, e curar a chaga da sua ferida.”

(Is 30, 26)

e também de Provérbios:

“Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal.”

(Pv 24, 16)

O sétimo dia da Criação, como se vê no Livro Bereshit (Gênesis), é o sábado, guardado em santidade pelo povo judeu. Cada sétimo ano é conhecido como ano sabático, como se verifica no Livro Vrayicrá (Levítico) da Torá, e transcorridos sete anos por sete vezes, temos um jubileu. Sete é o tempo controlado por Deus.

O sete é, então, um número perfeito, pois resulta da soma de quatro (a totalidade, a completude, a plenitude) e três (a certeza divina, a ênfase):

  • O quatro:

O número quatro é a totalidade, a plenitude: os quatro cantos do mundo de onde sairá a totalidade do povo de Deus, como se lê no Livro do Profeta Isaías:

“Não temas, pois, porque estou contigo; trarei a tua descendência desde o oriente, e te ajuntarei desde o ocidente. Direi ao norte: Dá; e ao sul: Não retenhas; trazei meus filhos de longe e minhas filhas das extremidades da terra. A todos os que são chamados pelo meu nome e os que criei para a minha glória, os formei, e também os fiz”

(Is 43, 5-7)

Outro profeta, Ezequiel, em seu Livro traz a visão de quatro seres vivos, cuja aparição antecede a voz de do próprio Deus:

“Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo revolvendo-se nela, e um resplendor ao redor, e no meio dela havia uma coisa, como de cor de âmbar, que saía do meio do fogo. E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem. E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.”

(Ez 1, 4-8)

  • O três:

O três indica aquilo que fixa à terra. Sobre um tripé, há o equilíbrio. A certeza das coisas divinas é marcada pelo número três. Deus abençoa três vezes no Livro Bamidbar (quarto livro da Torá judaica), correspondente ao Livro de Números:

“O SENHOR te abençoe e te guarde; O SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; O SENHOR sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz. Assim porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei”

(Nm 6, 24-27)

Também três arautos anunciam que Isaac nasceu, no Livro Bereshit (Livro do Gênesis):

“Depois apareceu-lhe o SENHOR nos carvalhais de Manre, estando ele assentado à porta da tenda, no calor do dia. E levantou os seus olhos, e olhou, e eis três homens em pé junto a ele. E vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro e inclinou-se à terra”

(Gn 18, 1-2)

Note-se que, na passagem do Livro de Ezequiel (Ez 1, 4-8) transcrita pouco mais acima, a referência ao número quatro é feita três vezes: “quatro seres viventes”, “quatro rostos”, “quatro asas”. Já dissemos que sete é a soma de quatro com três. Paralelamente, o quatro multiplicado por três será igual a doze.

O doze é, pois, um número igualmente dotado da ideia de perfeição. É também a união dos dois primeiros algarismos: 1 e 2. O número um é o princípio, o Aleph, nos remete diretamente ao monoteísmo judaico – Deus é Uno, como se confirma no Livro Devarim (Deuteronômio) da Torá e no Livro do Profeta Zacarias (Zc 14, 9), por exemplo. O número dois é o par perfeito – ao ver o homem solitário, Deus lhe dá um par, como se lê no Livro Bereshit (Gênesis). O dois está simbolizado também na passagem em que Nôach (Noé) leva os animais puros aos pares para a arca (cf. Gn 7, 2). Dois é dobro, é o que está em abundância, como se lê no simbolismo do Livro de Isaías (cf. 40, 2 e 61, 7). O doze é a unidade e a unicidade divina ao lado da abundância. De tamanha perfeição numérica, sendo o doze igual ao produto de quatro por três e a junção dos algarismos um e dois, temos as seguintes somas entre os primeiros e segundos números respectivamente:

12 = 4 x 3 }  
e   4 + 1 = 5       e       3 + 2 = 5
12 = 1 e 2  


Cinco são os livros do Pentateuco, os Livros da Lei do povo de Israel, do povo a que Esther pertence. A poesia de Esther Sterenberg impressiona pelo que há nela de palavra e pelo que a palavra poética é capaz de criar. A palavra: criadora de tudo. Para criar tudo, Deus disse, e só possível dizer palavra.

Sinto profundamente que, ao menos em tese, Esther não esteja esperando pelo rabi que eu espero. Apesar disso, guardo, intimamente, a certeza de que esperamos pelo mesmo grande dia. Prova disso, parece ser o que a poetisa traz no – por enquanto, inédito – volume de poemas “Deus é mais”:

“Somos seres tão iguais, filhos de um mesmo contexto
E o respeito deve existir exatamente por isso
Amando mais uns aos outros, cumprimos um [mandamento
Assim nos damos as mãos em nome de um [sentimento” 

(Sterenberg, no prelo)

Desnecessário seria dizer que o trecho acima pertence ao décimo-segundo poema do livro de Esther que traz o nome de Deus em seu título. Diante de tão magnífico mandamento, parece ser também desnecessário reafirmar o fato de que Esther e eu esperamos. Então, que venha! Que venha esta palavra encarnada para nos salvar em definitivo do silêncio eterno, este silêncio diante do qual Esther não se rende, enquanto escuta, pacientemente, o silêncio íntimo dos homens no divã da vida, enquanto aguarda a Luz à luz da Estrela de Davi.

 

O presente artigo inspirou a poetisa Esther Sterenberg a reunir os poemas seus aqui analisados em uma antologia poética intitulada “O décimo-segundo”. O livro será lançado no Jardim das Letras da UBE-PE, no dia 23 de novembro de 2009, ocasião em que a autora receberá homenagens. O escritor Marcos de Andrade Filho, na ocasião, falará sobre a presença do judaísmo e de Deus na poesia de Esther Sterenberg.


MARCOS DE ANDRADE FILHO é professor de Literatura da rede particular de ensino do Recife, poeta, contista, membro da União Brasileira de Escritores (Secção Pernambuco), membro da Academia de Letras, Artes e Ciências de Abreu e Lima e membro do Movimiento Internacional Poetas del Mundo (Chile).
marcos.de.andrade@gmail.com

 

 

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