Opiniões
“Nas asas da Graúna
vão sonhos e solidão. Voam tristezas e alegrias, tessituras
da nossa alma da nossa terra. Poesia cheia de graça!” (Tânia
Diniz, poeta, B. Horizonte, 2001).
“Já que a poesia
de Graça, a Graúna, a Grauníssima explende na clara
alma, vamos ler logo suas graças iluminadas. Assim, clareamos
o coração, os corações, ganhando dela a
água das sensibilidades. Afinal, vale peregrinar nesse vale,
se vêm nos vôos encantados de uma ave as sementes brilhantes
numa tessitura em azul” (Pascoal Motta, poeta,
B. Horizonte, 2001).
“Em Graça Graúna
a origem da textura é refletida através de ascendências
e ancestralidades, sua comunicação poética é
a trindade entre Tupi-guarani África e Terra de santa cruz, esta
de nome Brasil – imagina qual o artefato do poema em Graça
Graúna?” (Wilmar Santos, poeta e ator,
B. Horizonte, 2001.)
“Por trás de um estilo
aparentemente simples, ironicamente, Graça Graúna revela
toda sua originalidade criativa usando a concisão, para alargar
o leque de possibilidades interpretativas do leitor, desafiando-o a
um “duelo interativo”, dos mais instigantes. [...] E porque
a leitura dele [de Canto Mestizo] me entusiasma, afirmo, sem nenhum
receio de estar sendo hiperbólica, que este é um dos melhores
livros de poesia que já li nos últimos tempos” (Leila
Miccolis, escritora, Maricá/RJ, 1999).
Parabéns pelas suas publicações
em "Saciedade dos poetas...” do [site] BLOCOS, que estou
lendo aos poucos, tanto as suas como as
de outros poetas, também maravilhosos! Em particular, eu adorei
o "Tear de sonhos", pois em poucas
palavras você colocou o leitor sob um pé de flamboiyant,
onde a imaginação sugere braços floridos em direção
ao sol da poesia. Abraços” (Madalena Barranco,
poeta, São Paulo, 2006)
um poema
do Tear da Palavra:
Canción peregrina
I
Yo canto el dolor
desde el exilio
tejendo um collar
de muchas historias
y diferentes etnias
II
Em cada parto
y canción de partida,
a la Madre-Tierra pido refugio
al Hermano-Sol más energia
y a la Luna-Hermana
pido permiso (poético)
a fin de calentar tambores
y tecer um collar
de muchas historias
y diferentes etnias.
III
Las piedras de mi collar
son historia y memória
del flujo del espírito
de montañas y riachos
de lagos y cordilleras
de hermanos y hermanas
en los desiertos de la ciudad
o en el seno de las florestas.
IV
Son las piedras de mi collar
y los colores de mis guias:
amarillo
rojo
branco
y negro
de Norte a Sur
de Este a Oeste
de Ameríndia o Latinoamérica
povos excluidos.
V
Yo tengo um collar
de muchas historias
y diferentes etnias.
Se no lo reconocem, paciência.
Nosotros habemos de continuar
gritando
la angustia acumulada
hace más de 500 años.
VI
Y se nos largaren al viento?
Yo no temeré,
nosotros no temeremos.
Si! Antes del exílio
nuestro Hermano-Viento
conduce nuestras alas
al sagrado circulo
donde el amalgama del saber
de viejos y niños
hace eco en los suenos
de los excluidos.
VII
Yo tengo um collar
de muchas historias
y diferentes etnias.