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Paulo Gervais
(Garanhuns/Pernambuco)

 

 


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"O Jardim Fechado"

1.

Em ti,Senhora,
A excelsa alegria
do sexo,o prazer
subido de amar

Esta ilha
onde a lava apagou
E dizem as pedras

sem flores, a boca
sem festa
de risos, ir

pelo sulco das palmas
abertas,córrego
sob o sol

Alvíssima nuvem,
Este vôo
que não se sabe a ave

em que lugar
existe.

2.

Lagartixa,em alguma curva
da encruzilhada, perdi
caudal,e perdeu
a mim o amor

da Senhora,fechada
no santíssimo peito –
Entre lanças hirtas

e asas abertas –
a sua relíquia:
Não sei se capaz

de suportar um corpo
esta ossada,e dizer
completamente de mim

apenas o que quer
a sua alma,esta virtude
concebida sem pecado

sem lagartixa,a cauda
somente

3.

Andas a procurar
por mim, forçando
as portas do poema
com uma chave mestra,

Sabes os dentes
que faz no vazio
o instante da palavra?

A máscara que exibe
a hora, a face
que sou ?

Colhe as flores
que o dia sorri,
No jardim se resolve

o grão ; deixa
a vontade que endurece
o tempo; a casca;

Apenas em translação
girassol.

 

 

Fonte:
Poemas enviados pelo autor

 

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