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Paulo Freitas
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DE QUÊ PRECISA O ICONOCLASTA? Eu Dedico este poema a Rodrigo Matos
Ribeiro, poeta, amigo e irmão...
Eu não preciso das palavras, Não quero isso ou aquilo. Não quero regras ou normas, Não espero nem mesmo a primavera. Eu não preciso dos barulhos... Meu tóxico já envelheceu. e nenhum retrato do passado me acompanha. As grandes obras, Já não como mais as páginas Já não bebo tanto tantos versos. Nem preciso da dor ao meu lado. As coisas passam por mim, Eu não preciso mais sofrer. O obvio. Tudo esta ao meu lado... Não preciso que me entendam, Se por vezes sou laico Não bebo as explicações Freudianas Não busco ou procuro. Não preciso da ordem social. Sou a própria subjetividade... Entre o nada e o tudo Não preciso de um cigarro filosófico Se por vezes transito entre os pares... Minhas lágrimas não têm mais
sal que outras... Nunca fui coletivista... Nem mesmo a bíblia preciso ler. Não preciso dos blábláblás
sociológicos, E menos ainda da economia de mercado A restrição que me come O que eu preciso? De pasárgada? |
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INTERPOÉTICA
© 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos |
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