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Paulo Dunga

 

 


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SONETO DA INOCÊNCIA

(Paulo Dunga & Susana Morais de França)

Foi aqui que vivi minha inocência
Nessas terras tão secas do sertão
Foi aqui que o lendário e Lampião
Me legaram estudo e paciência

Misturando História com ciência
Suas lutas, batalhas e vitórias
Lhe trouxeram as perdas e as glórias
Que o povo não teve consciência

O pior do seu mal foi a demência
Uma mulher que lhe fez por capataz
O tornando fiel, atroz, audaz

Foi assim que a vida o definhou
E o seu manto ate desmascarou
Tendo a morte seu mais triste cartaz.

 

SONETO DO AMARELO IGUAL

(Paulo Dunga & Susana Morais de França)

Teu sorriso, uma imagem tão igual
Uma coisa assim tão amarela
Que mesmo se tudo na panela
Não se pode separar o bem do mal

Tu me fazes uma margem tão real
De um sonho que não aconteceu
Inda assim me perco nesse breu
És a minha parte anormal

E eu fico pensando no final
Desse filme de enredo tão assim
Que eu penso que não teria fim

Nem tristeza e nem final feliz
Pois você foi o sonho que não quis
Mas foi tudo de bom que eu quis pra mim.

 

poetapaulodunga.blog.terra.com.br

 

 

Fonte:
Poemas enviados por Susana Morais

 

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