| SONETO DA INOCÊNCIA
(Paulo Dunga & Susana Morais de França)
Foi aqui que vivi minha inocência
Nessas terras tão secas do sertão
Foi aqui que o lendário e Lampião
Me legaram estudo e paciência
Misturando História com ciência
Suas lutas, batalhas e vitórias
Lhe trouxeram as perdas e as glórias
Que o povo não teve consciência
O pior do seu mal foi a demência
Uma mulher que lhe fez por capataz
O tornando fiel, atroz, audaz
Foi assim que a vida o definhou
E o seu manto ate desmascarou
Tendo a morte seu mais triste cartaz.
SONETO DO AMARELO IGUAL
(Paulo Dunga & Susana Morais de França)
Teu sorriso, uma imagem tão igual
Uma coisa assim tão amarela
Que mesmo se tudo na panela
Não se pode separar o bem do mal
Tu me fazes uma margem tão real
De um sonho que não aconteceu
Inda assim me perco nesse breu
És a minha parte anormal
E eu fico pensando no final
Desse filme de enredo tão assim
Que eu penso que não teria fim
Nem tristeza e nem final feliz
Pois você foi o sonho que não quis
Mas foi tudo de bom que eu quis pra mim.
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