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A “BIOGRAFIA” DE
UM ARQUIPÉLAGO

por Raimundo de Moraes

 

Noite de festa no Forte do Brum. A figura principal: a escritora e historiadora Marieta Borges. Falando para uma platéia atenta, ela resumiu numa frase o trabalho de toda uma vida: “ninguém vive sem sonhar”.

Um sonho de 30 anos estava finalmente se concretizando. Com o apoio da Celpe, o seu trabalho de pesquisa que durou três décadas ganhou forma e Fernando de Noronha – Cinco séculos de História é sem dúvida o mais importante lançamento editorial feito em Pernambuco, este ano.

Tive a honra de poder dar uma modestíssima contribuição na publicação desta obra e ainda com certo assombro posso garantir que nunca me deparei com um trabalho de pesquisa tão acurado e valioso.

Marieta Borges reuniu tudo que se tem de conhecido sobre o arquipélago de Fernando de Noronha – desde a sua história e geografia, até lendas e homenagens várias, na literatura, artes plásticas, música.

A parte iconográfica do trabalho é como se fosse um livro dentro de outro livro. Raridades como o Mapa de Cantino – datado de 1502 e que já foi “enfeite” de salsicharia em Modena, Itália – e até uma obra de Jean-Baptiste Debret, retratando o Morro do Pico, foram cuidadosamente coligidas e reproduzidas. As fotografias também fazem uma “linha do tempo visual” mostrando principalmente a intervenção humana em Noronha. Não só os presidiários sofreram por aquelas bandas, mas o próprio arquipélago foi alvo constante de desmatamentos e depredações. Para evitar a fuga dos detentos e exercer maior vigilância sobre os mesmos houve época que derrubaram todas as árvores de grande porte, afetando desta forma o clima e o ecossistema do arquipélago.

Ainda no seu discurso de agradecimento, Marieta fez uma referência preciosa sobre o Capítulo 10 do seu livro. É neste capítulo que estão reunidos poemas e canções sobre Noronha. A autora evoca a possibilidade de serem analisadas as poesias de quem lá viveu preso no passado e de quem lá vive hoje gozando da liberdade de ir e vir. Sim. A solidão e a liberdade serão sempre nossas “musas” inspiradoras.

No dia 5 de dezembro de 2007 Pernambuco ganhou um outro patrimônio. Fernando de Noronha – Cinco Séculos de História agora é obra obrigatória para quem quiser saber mais sobre este pedacinho do Brasil. Um lugar que já foi sinônimo de solidão e degredo e que agora está no roteiro do turismo ecológico e sob a tutela das severas (e necessárias) leis de proteção ambiental.

 


Este colunista, Alba Cristina Moreira (Celpe), Ana Giglio
(AG Design) e Marieta Borges.

(dezembro de 2007)

raimundodemoraes@interpoetica.com

 

 

 

 

 

 


Os olhos da gazela

RAIMUNDO DE MORAES é poeta, cronista e jornalista

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E DOS 50 REAIS

AQUELES OLHOS

BELEZA

PARAÍSOS.
AQUI E EM TODA PARTE.

ELES DIZEM “NÃO”

EU FUI QUASE INDEPENDENTE
(MAS QUEM NÃO FOI?)

MARKETING & CIA.

PAIXÕES

CADEIRINHAS DE ARRUAR

AQUI, ALI, ACOLÁ

O ORIGINAL E A CÓPIA

   
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