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Onilma Freire
(Pernambuco)

 

 


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Lista Negra

Escrevi o meu nome numa lista de espera
Na esperança de encontrar a fuga desejada
Esperei, a vida toda, os olhos dela
E encontrei no fim da vida um rio de nada

A lista de um sem fim que não cessava
Um rio de escuridão que não secava
A cor é sempre a mesma mancha negra
O sonho de viver que se acabava

Uma anônima com o nome numa lista
Na qual nunca quisera tê-lo escrito
Vendo a vida pelo prisma da luz negra,
ansiando ver a cor da luz da vida.

 

 

Só de ouvir-te tossir
Eu abro mão da droga que me consome
O meu amor incondicional
Não me deixa matar-te
Vives de mim, eu para ti.
Sigo...
Plagiando alegrias,
Inventando sorrisos,
Recriando histórias.
Ao final, nunca lembro o começo...
Recorro à droga; tu tosses...
E eu abro mão da tosse que me consome.
Renego-te enfim...
Drogada entre sonhos e visões psicodélicas,
Relembro começo, meio e fim.

 

 

Fonte:
Poemas enviados pela autora

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