Vôo de
Poesia
Deixem-me dormir
o sono do universo.
Preciso, urgentemente,
sonhar poesia.
Deixem-me sonhar o
Dormitar das estrelas
em busca da pedra filosofal.
Deixem-me vivenciar a
filosofia dos profetas
na luta pela terra prometida.
Tenho passagem reservada
Na nave-mãe melodia, classe:
Recital Encantado de Poesia.
Passageiro do vôo 2007,
Verde, azul e amarelo. Com
Destino a França, Éricson Luna,
Espinhara e Alberto Cunha Melo.
Extemporâneo
Mergulhado no infinito de mim,
me mantenho um ser submerso.
Recuso-me ser a plataforma,
não darei ouvido a ninguém.
Serei silenciosamente
extemporâneo, lépido.
Miscigenado de ilusões.
Navegarei nos mares
ondulados de palavras.
Beberei na fonte da paixão.
Sonharei o sonho das estrelas,
embalado em fantasias mil
de muitas noites perfumadas.
De minha árvore serei raiz,
Crescerei forte igual trovão.
Reinarei no país de poesia,
viverei feliz minha solidão.
A Dor do Silêncio
O tempo parou,
tenho o universo
como testemunha.
Não houve nenhum
consenso, só consigo
ouvir o teu silêncio.
É vã a filosofia,
ninguém acreditou
na minha fantasia.
Me deixem, a dor
é minha poesia !..
Espero dividir o sol
com quem já me negou
a luz do dia.
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