VOLTAR À PÁGINA INICIAL

 

Natividade Saldanha
(1796 Santo Amaro do Jaboatão/Pernambuco - 1830 Bogotá/Colômbia)

 

 


A
B C D E F G H I J K L M

N O P Q R S T U V W X Y Z

 

 

SONETO

Se, no seio da pátria carinhosa,
Onde sempre é fagueira a sorte dura,
Inda lembras, e lembras com ternura,
Os meigos dias da união ditosa;

Se entre os doces encantos de que goza
Teu peito divinal, tua alma pura,
Suspiras por um triste sem ventura,
Que vive em solidão cruel, penosa;

Se lamentas, com mágoa, a minha sorte,
Recebe este meus aís, oh minha amante,
Talvez núncios fiéis da minha morte.

E se mais não nos virmos, e eu distante
Sofrer da parca dura o férreo corte:
Amou-me, dize, então morreu constante.

 

AOS FILHOS DA PÁTRIA

Filhos da Pátria, jovens brasileiros
Que as bandeiras seguis do márcio nume
Lembrem-vos Guararapes, e esse cume,
Onde brilharam Dias e Negreiros!

Lembrem-vos esses golpes tão certeiros,
Que às mais cultas Nações deram ciúme,
Seu exemplo segui, segui seu lume,
Filhos da Pátria, jovens brasileiros.

Esses, que alvejam campos, níveos ossos,
Dando a vida por vós constante e forte,
Inda se prezam de chamar-se nossos.

Ao fiel cidadão prospera a sorte
Sejam iguais aos seus os feitos vossos
Imitais vossos pais até na morte.

 

 

Fonte:
Pernambuco, Terra da Poesia
Organizadores: Antônio Campos e Cláudia Cordeiro
Editora Escrituras - Recife 2005

 

INTERPOÉTICA © 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos