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SONETO
Se, no seio da pátria carinhosa,
Onde sempre é fagueira a sorte dura,
Inda lembras, e lembras com ternura,
Os meigos dias da união ditosa;
Se entre os doces encantos de que goza
Teu peito divinal, tua alma pura,
Suspiras por um triste sem ventura,
Que vive em solidão cruel, penosa;
Se lamentas, com mágoa, a minha sorte,
Recebe este meus aís, oh minha amante,
Talvez núncios fiéis da minha morte.
E se mais não nos virmos, e eu distante
Sofrer da parca dura o férreo corte:
Amou-me, dize, então morreu constante.
AOS FILHOS DA PÁTRIA
Filhos da Pátria, jovens brasileiros
Que as bandeiras seguis do márcio nume
Lembrem-vos Guararapes, e esse cume,
Onde brilharam Dias e Negreiros!
Lembrem-vos esses golpes tão certeiros,
Que às mais cultas Nações deram ciúme,
Seu exemplo segui, segui seu lume,
Filhos da Pátria, jovens brasileiros.
Esses, que alvejam campos, níveos ossos,
Dando a vida por vós constante e forte,
Inda se prezam de chamar-se nossos.
Ao fiel cidadão prospera a sorte
Sejam iguais aos seus os feitos vossos
Imitais vossos pais até na morte. |