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“LICOR”
Luz branca e efervescente
lua
chão de estrelas
jovens dispersos pelo chão alegres.
Digo, tristes com chapéu na mão
sem amores, palavras
tontos de alegria.
O ar extraía da forte luz a sua força
para alimentar os sonhos cálidos
mudos, nestas bocas de licor
jeans, gestos, nomes e coisas
agora fundidas em silêncio
cavalos alados, dragões e gritos
desfilando em alegoria
sopros de flautas e apitos.
“TRINDADE”
Os três parados
mudos, quietos, olhos fechados
feridos, petrificados pelo sal
pelo tempo, de olhar o céu azul
do mesmo lugar
mão no peito, dito perdidos
a esperar o Eterno, que virá
com o fim
numa curva qualquer de uma baía
eles esperam
em transe
são imortais
cobertos pelo lodo da permanência
adquirem suspensão à margem
do seu mundo simples
sem dor, sem chorar
ali, qualquer lugar
amargo trago, travo sem gosto
salitre, sobre vermes e cetáceos
descansaram seus corpos feridos
à espera de outro Deus...
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