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Michael John
(Pernambuco)

 

 


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Um salvador

Se algum dia o sol não fulgurar,
E a miséria da pátria não remir
Se o poeta e o verso colidir
Com a idéia do sândalo a perfumar
Se não houver um ninho pra roubar
Pelas matas de São José do Egito
Nesse dia tão forte eu dou um grito
Com a bravura de um verso tão valente
Que os versos brotados na vertente
Ganharão os painéis do infinito.

Não houver mais as rimas para a alma
Não houver mais a sorte pra julgar
Não houver mais poeta pra cantar
Nem houver mais ninguém pra bater palma
Se esse dia a viola ficar calma
Perderei a minha paciência
E com muito esforço e consciência
Eu aprendo também tocar viola
Dou estudo ao meu povo e dou escola
Mais não deixo acabarem essa ciência

E enquanto um poeta estiver vivo
Se possível eu marco uma audiência
Do País eu reúno a presidência
Vou atrais de apoio e incentivo
Se a arte faltar no meu motivo
Lutarei com amor no coração
Pra que em outro país ou região
Se comente o fato inusitado
Que o poeta foi sempre relembrado
Na história do povo do sertão.

Darei nome de novo esse lugar
Carregando comigo o estandarte
Com o verso estampado em minha arte
Os poetas não vão se acabar
As escolas do reino vão ensinar
Rima,verso glosa e cantoria.
Pelo mundo espalhando a alegria
E do berço imortal salvando o nome
Pra mostrar que o tempo não consome
O eterno poder da poesia.

 

 

Fonte:
Poema enviado pelo autor

INTERPOÉTICA © 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos