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Meca Moreno
(1959 Palmares/Pernambuco)

 

 


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PELEJA DO RECIFE, DO PORTO,
DO MAR E DO POVO

DO RECIFE:
Nossa Senhora do Carmo
Minha santa padroeira!
Proteção e inspiração
Do povo desta ribeira
Do meu Recife querido
A veneza brasileira

Recife é minha bandeira
Hoje é um grande dia
Nós vamos comemorar
Com muita paz e alegria
Minha cidade querida
Capital da poesia

DO PORTO:
Foi no Porto dos Navios
Que o Recife nasceu
E assim se estabeleceu
Com gestos muito bravios
Enfrentando desafios
Que ao lembrar me comovo
Faria tudo de novo
Porque nós temos cacife
A peleja é do Recife
Do porto, do mar, do povo

Na história me locomovo
Com grande felicidade
Respiro o ar da saudade
Das pescarias de covo
Do tempo não me demovo
Vi Maurício de Nassau
Quando chegou numa nau
Para o Recife animar
E fazer um boi voar
Depois fazer um sarau

DO MAR:
Foi feita a união de tudo que é belo
Então Deus colocou junto do oceano
Esta é a obra do mais soberano
É de Pernambuco o mais feliz libelo
Recife das pontes, voraz e singelo
O sublime lugar pra gente se amar
Pra fincar raízes e sempre voltar
Aqui Frei Caneca, herói vi nascer
E tantos tombaram para eu viver
Num grande galope na beira do mar

Vivendo amando os dias passaram
Na essência do éter, o amor eterno
Verão, primavera, outono e inverno
À luz do infinito dois corpos brilharam
E ao se fundirem se eternizaram
Aos nossos galopes eu quero brindar
Alcovas do mundo num lindo bailar
Gritos ecoaram para a eternidade
Fusão de arrecifes em feliz cidade
Amores perfeitos na beira do mar

DO POVO:
Desde sempre Pernambuco é valente
Com seus poros amansa o mar tão forte
Ergue a fronte o grande Leão do Norte
Não temendo a nenhum inconseqüente
Seu povo valoroso sempre à frente
De outros tantos tem sido o parapeito
Seu destino por Deus já foi eleito
Nunca foge nem sente calafrio
O Recife domina o mar bravio
E haverá de explodir além do peito

A história é testemunha ocular
Da bravura de um povo altaneiro
Que entre todos será sempre o primeiro
Se preciso, está pronto pra lutar
Mas se a da paz é festejar
Singular, vai fazendo do seu jeito
Conquistando o amor e o respeito
Pernambuco eu a ti reverencio
O Recife domina o mar bravio
E haverá de explodir além do peito

 

OLINDA COISA LINDA

Monumental estrela
Do vasto universo
OLINDA COISA LINDA
Eu me perco nos teus versos
Da humanidade és berço
Patrimônio sem igual
OLINDA COISA LINDA
É maior teu carnaval

Tu és viva cultura
Da alma brasileira
OLINDA COISA LINDA
Capital és a primeira
A tua gente que encanta
Teus Passos, tua Ribeira
OLINDA COISA LINDA
Capital és a primeira

Nas tuas estreitas ruas
Ainda sou criança
OLINDA COISA LINDA
Que não me sai da lembrança
Brincadeiras de menino
Nos teus campos, nos teus becos
OLINDA COISA LINDA
Nos teus versos eu me perco

 

RETETEL

Lá vem Pinto do Monteiro
Desembestado na Frente
Otacílio, Louro e Dimas
Grandes mestres do repente
Vem Rogaciano Leite
Leandro já em deleite
Que a novidade é quente

Vem menina! Vem, vem ver!
Bota sebo nas canelas
Que a coisa vai derreter

Venham prá ver, minha gente!
Desceram todos do céu
Para uma festa animada
Com alegria a granel
Meninos do FIM DE FEIRA
Vão levantando a maior poeira
É o maior retetel

Vem menina! Vem, vem ver!
Bota sebo nas canelas
Que a coisa vai derreter

 

 

Fonte:
Poetas del Mundo

INTERPOÉTICA © 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos