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Maurício Menezes
(1974 São José do Egito/Pernambuco)

 

 


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SONETO

Por que a morte, essa fera insana
Não nos respeita nem na mocidade?
Insaciável, com ferocidade
Vai devorando toda a raça humana.

A qualquer hora, com fria maldade,
Ceifando vidas na pobre cabana;
Vai também à mansão palaciana
Impor a dureza de sua verdade.

Veio esse monstro, a todo momento,
Calar amigos, me trazer tormento;
Levar parentes, me cortar a voz.

Vida vulneráveL que terrível sorte,
Sem um caminho pra fugir da morte
E ela com milhares pra chegar a nós.

 

 

Fonte:
Poetas em Rebuliço
Perfil Contemporâneo da Criação
Poética no eixo Petrolina / Juazeiro

UBE-PE Núcleo de Petrolina
Petrolina 2001

INTERPOÉTICA © 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos