|
|
|||
|
Maria da
Paz Ribeiro Dantas
|
|||
|
|
Natividade Liberta o grito
sepultado sob escombros
de papel laminado
fitas
flores
Liberta o corpo
da alegria desnuda
Sob luzes e sons
descobre o olhar
age
hoje
Liberta a mão
misto de garra e pétala
a mão sem luva
transitando entre
o tijolo e
a canção.
Liberta o diAmante
ele se chama
recém nascido
da palha.
O CANTO DO GALO Lança o galo
INCONSCIENTE CÓSMICO Muito depois
MARINHA Para uma aquarela de Nazareno Petrúcio Do mar em lâmina Meu olhar lavado Não há norte ou sul Marco meu começo
O MAR ÀS PORTAS Estar aqui é como entrar no Tempo, O mar é som Em mim o vejo
O POETA E A LINGUAGEM Por te querer, tropeço e me desvio Urdindo a sedução de estranhas pistas, Quem escapa às insídias desse jogo Sinuosa, que foges dos amplexos,
SONETO ZEN Entre o alimento e a fome A fome se agasalha (Comer, dormir, amar O vinho que bebo
BOI Na noite noite |
||
|
|||
INTERPOÉTICA
© 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos |
|||