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Marcelino Brígido de Castro
(1924 Sítio Ferreiro, Bodocó/Pernambuco - 2007 Sítio Ferreiro, Bodocó/Pernambuco)

 

 


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MELODIA AO AMANHECER

Como é belo se ver
O amanhecer do dia
Os passarinhos trinando
Festejando com alegria
Galo campina cantando
A neve branca abaixando
Oh! que lida melodia

Às quatro da madrugada
Quando a Dalva vem raiando
O clarão do novo dia
Também vem acompanhando
Espalhando nevoeiros
E o galo no poleiro
Continua amiudando

Nessa hora os amores
A dormir estão sonhando
Naquele gesto fagueiro
Um ao outro se abraçando
O sereno vai caindo
A natureza sorrindo
Quando a manhã vem raiando

Até mesmo a lua branca
Vai se tornando formosa
O orvalho molhando as flores
Sobre a manhã cor de rosa
Com o seu gesto fecundo
Não há mais belo no mundo
Que uma manhã radiosa

Até a brisa fagueira
Da noite vai despedindo
O sol mostrando seus raios
E os montes reluzindo
O vento leve e rasteiro
Assoprando no terreiro
Quando a barra vem surgindo

Os operários da arte
Levantam-se com alegria
Olhando para o nascente
Oh! Que linda melodia
Ponham-se defronte ao castelo
Venham olhar como é belo
O amanhecer do dia

Muitos não têm o prazer
De presenciar essa cena
O sol subindo dourado
Mas belo que Iracema
Cobrindo os montes de flores
Nuvens mudando de cores
Como fita de cinema.

 

 

Fonte:
A Força do Amor
José Andrade
Bodocó/PE

 

INTERPOÉTICA © 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos