página inicial | cardápio de poesia | l | luiselza pinto
VOLTAR À PÁGINA INICIAL

 

Luiselza Pinto
(1967 Jaboatão dos Guararapes/Pernambuco)

 

 


A
B C D E F G H I J K L M

N O P Q R S T U V W X Y Z

 

 

TU QUE VAIS

Tu que vais
Também vou.
Tu que és
Também sou.

Vôo de voar
Mesmo espaço.
Tão amplo espaço...
Dai-me as reticências
Sem ponto final aqui

Tu que vais
Já te conheço os pontos.
Fala-me das tuas vírgulas
Pausas, medos, desencontros.

Tu que vais
Também vou
Com outro olhar
Tão meu olhar
Compartilha.

Tu que vais
Também vôo
Mesmo chão
Outra trilha.

 

JANELA DE ÁGUA DE VIDRO

Estranho horizonte estranho
Imagem de ente distorcido
Reflexos abertos e intensos
Da janela de água de vidro.

Incrível pensamento
Pêlo que arranho
Sem espaço de
Relógio tacanho.

Vela de vala sem luz
Vidro de água de sal
Movimento em se reduz
O varrer do vendaval.

Frágil janela de vidro
Pedras nadando no ar
Onda e vácuo perigo
Sem espera de janela
Vidro de pêlo de vala
Reflexo sem retornar.

 

NÓS NOS NÓS
 
Somos nós
Entre nós
Nós nos nós
Nos nós sós.

Entre a sós
Nus nos nós
Sós nos nus
Nós nos nós.

Nós nos nus
Sós nos nós
Nós nus nos
Entre sós.

 

HAIKAI N° 269

Visão aguda
Certezas bem insertas
Passo em frente.

 

HAIKAI N° 268

Sons e silêncio
Abstratos atravessam
Ouvidos reais.

 

HAIKAI N° 267

Fatos e fotos
Passado que sempre volta
Porquês tacanhos.

 

HAIHAI N° 266

Ponho saudades
Onde amor é adeus
Irreversível.

 

HAIKAI N° 265

Tão forte gritei
Longa travessia som
Inútil. Surdo.

 

HAIKAI N° 264

Fragilidade
Entre corpos e mentes
Tessitura vã.

 

HAIKAI N° 263

Sem tais pensares
Linearidade lá
Irreversível.

 

HAIKAI N° 262

Festa contínua
De almas postulantes.
Além negado.

 

HAIKAI N° 261

Caminhos altos
Aprendizados primos
Estratosfera.

 

luiselza.blogspot.com/

Fonte:
Poemas enviados pela autora

INTERPOÉTICA © 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos