SÍNCOPES TERRESTRES-AMORAS RELAMPEJANTES
O encadeamento das bocas aformoseia-se ao sobressaltar nas ataduras dos tímpanos principais do chão
como as persianas das alfaias vertiginosas a suportarem os ascendentes nórdicos do sol
Os patins nativos dos olhares fingem-se de circunvoluções inexactas ao serpentearem na explosiva engrenagem do silêncio
é nas extremidades medulares dos abismos
que a linguagem monumental da destilação se instala emparedando radiosamente
o fluxo intercalado das obsessões dos pássaros
Incontrastável compromisso dos corpos atraindo os domicílios invertidos
da dilatada vegetação para electrizarem os degraus rústicos das faces diurnas
São coruscantes os indicadores dos bate-bocas
sobre as deambulações inegáveis dos cascos atómicos embarcados altamente
no cinema das casas desfloradas onde a mutabilidade das povoações primitivas ocupa a emenda ansiosa do roseiral
como os trópicos matinais a despontarem na argúcia menstrual dos cristais
parecem os descobridores dos aracnídeos nos degraus uníssonos dos cios a desviarem a transfusão dos barcos instintivos da claridade
Os almiscareiros curvam-se velozmente burilados
pelos agasalhos das aldeias das maças comemorando as concepções dos instrumentos inarticuláveis
e o carregamento do sol reborda os ávidos vocábulos das síncopes terrestres
para revelar a divisibilidade salvadora dos esconderijos
A conversação inspiradora das campânulas anela as tecelagens das crisálidas
como as oscilações das fêmeas a decifrarem a sabedoria do relâmpago nos apaziguamentos das transferências dos ervateiros
Interiormente os teatros das luas acasalam os cantadores regenerados
sobre os manequins das constelações inospitaleiras aqui o tempo é lascado
pelos polegares harmónicos das alegorias
pelo cronómetro da voracidade dos sinos
que colhem as cópulas dos fogos rasteiros das cidades
esta bifurcação das campainhas assemelha-se às levadas
de peixes estivais cheios de chocalhos assimétricos
As marcações dos núcleos anunciam o acorde dos ferros entranhados
no batimento oblíquo do desassossego
inventado teoricamente
pelas curvaturas dos girassóis das fogueiras onde os olhares dos arquitectos registam as amoras relampejantes
desbulhadas pela suspensão transportadora das ondas |