O IMINENTE SUICIDA
Despediu-se de mim minha alma
Despediu-se de culpas e erros
Agarrei-me a uma idéia
E não sabia onde ficar
Náufrago de minhas crenças
Desde o ventre do qual cuspiram-me à vida,
Errei por entre vales de dias
E findei aqui neste poema ... POU!
TEMPORÁRIO
Caí da cama e não acordei
Visitei minhas lembranças
E de lá voltei com rosas
Quero apagar essa imagem no espelho
Esse fruto de fúria semeada
Mas tudo volta sempre que respiro.
Meu quarto, minha fortaleza,
Sempre espero,
Jamais e sempre,
Jamais e sempre
Ver o hoje parir um ontem. |