| A GLÓRIA
DOS GUARARAPES
Com cem anos na Bahia
Vinte e quatro em Pernambuco
Somente o forte trabuco
A Holanda expulsaria
Tabocas com energia
Foi uma das nossas glórias
Guardamos bem nas memórias
Índios, flechas e tacapes
Grandeza dos Guararapes
Campo de suas vitórias
Aos dezenove de abril
Dezesseis quarenta e oito
O holandês sempre afoito
E Pernambuco viril
Camarão bravo e sutil
Com impávidos companheiros
André Vidal de Negreiros
Henrique Dias; Fernandes
Vieira, estas almas grandes
Relíquia dos brasileiros
João Fernandes Vieira
E Barreto de Menezes
Ninguém sabe quantas vezes
Honraram nossa bandeira
A Holanda aventureira
Com a derrota concorda
Nossa alegria transborda
Um pacto foi combinado
Este emistício assinado
Na campina do Taborda
Do gosto para o desgosto
O quadro é bem diferente
Ser moço é ser sol nascente
Ser velho é ser um sol posto
Pelas rugas do meu rosto
O que fui hoje não sou
Ontem estive hoje não estou
Que o sol não nascer fulgura
Mas apo se por deixa escura
A parte que iluminou.
Senti das paixões abalos
E desesperos medonhos
Sonhos, sonhos e mais sonhos
Sem jamais realizá-los
Na fronte senti os halos
Das auras da juventude
Mas nunca tive a virtude
De dormir entre dois seios
Não tive amores, sonhei-os
Mas possuí-los não pude
Eu já não suporto mais
Do tempo tantas revoltas
Prazer, por que não me prendes?
Mágoa, por que não me soltas?
Presente, por que não foges?
Passado, por que não voltas?
Lá no Coronel Taboca
Vai ter cantiga outra vez
Eu, você e Clodomiro
De cantador somos três
Vocês vão tocar por mim
E eu cantar por vocês
Sua vida inda está boa
A minha é que está ruim
Que você tá no começo,
Eu já tô perto do fim;
Tô perto de ficar longe
De quem tá perto de mim.
Baralho tem 4 ases
4 duques, 4 três
4 quatros, 4 cincos
4 oitos, 4 seis
4 noves, 4 setes
4 dez, 4 valetes
4 damas, 4 reis
Ô nome bem empregado
O nome de Cubati
Sem o A e sem o B
Sem o T e sem o I
O que sobra desse nome
É o comércio daqui |