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Lenilde
Freitas
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A GRACILIANO RAMOS
O dia é um rio. E nele
bebo as estrelas do céu
e recrio
nos remansos de cobras
os bambuzais.
Ao léu, penso ovelhas
penso folhas que não caem
carícias de vento nos coqueirais
- a vida que se disfarça.
Do trem que não passou
penso fumaça.
A PALAVRA A palavra
ESTRANHA SOMBRA A noite entra A lâmpada recém acesa No desenho do prato Por que sangra Por que resmunga |
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INTERPOÉTICA
© 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos |
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