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Lenilda Andrade
(1956 Rio de Janeiro)

 

 


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Versos são versos
Sem permissão

Versos tronchos
Inacabados

Versos que corroem
Um ser sem defesa

Versos das entranhas
 A fustigar

Versos são versos
Sem dó sem pena
 

Versos tortos
Que doem
Dores que não param

Remédios que não curam

 

 

Desassossegada
          Entro
Num mundo
          Buscando
Vida.

Desassossegada?
                Entre
Num mundo real,
Esbarrando entre
eles, onde estão?

Desassossegados
entro, vejo o sorriso
Embriagado de todos nós

Desassossegada
Muda, entre lençóis
E lenços, buscando
A morte oficial

Pensam que existo,
A desinfeliz, sou esboço
De fino traço de um troço
       qualquer.

 

 

Fonte:
Poemas enviados pela autora

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