| LA LUNA
dança do ar
nove lumini
nuas
sua invisível evidência
sem beijo
e pátria do avesso
a vejo
AS JANELAS
delicadas algumas
formigas transportam
um besouro morto em
volutas e fábulas de
tanto contada a
lembrança caduca
a fuga na paisagem,
no delirismo esse
desdichado
sem musa, mas aranhas
negras e fino amor na
língua presa, na história
no livro de memórias
a avó varicosa
na desprimavera do
monstrobicho pero isso
laminas e afinas a fiação
do tempo quando belo
minera aqui
no nenhum que conta
nossa chispa recôndita
que vai enreda
e encandeia aonde
nada move-se além,
e são horas de existir
OS ANÕES
como quasímodos
quase gentes ao espelho ao cada um
nalgum do canto em torno de
um cá a casa das rosas na casa
dos sonhos diminutos duo
entes que entrepasseiam tour
o tempo pelo tempo giram
suas vestes vozes de veludo
pia-máter vez do zero ser do ater
liliput pôs-se então do sol
ao plexus. |