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Juliano Madeiro
(1983 Caruaru/Pernambuco)

 

 


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Fotografia

Um passado distante ou um real presente,
Podendo virar latente.
Eternizando-se num morto pedaço de papel,
Onde, o preto uniu-se ao branco.
Proporcionando-me partículas de histórias
Outrora, recortes de memórias subentendidas da mente,
Lembram-me de imagens onipresentes.
Independentemente, são latentes.
E quando apagadas do cérebro,
Processo-as novamente,
Buscando-as no refugio das histórias.
No meu servo criado, aquele ao lado.
Depósitos de recados, calado, mudo criado.
O qual seu interior revela belos fatos em imagens.
Encadernada ou largadas, amareladas, ou bem cuidadas.
Que denunciam as lembranças,
De quando em quando folheadas.
São retratos dos meus e teus atos.
Distraído ou posando,
Feliz ou chorando.
Assim eternizados, o real paralisando.
Capturado e transmutado pela retina, mais que especializada.
Analisado cada visto atentamente do agora,
Retrato a importância da imagem.
As quais logo serão fotografias,
Imagens mortas no papel ou na memória.

 

Vanessas

Crisálidas ou pupas,
Sinal de primavera
Sol ardente, lindas flores.
Surgem elas.
Brancas, vermelhas, amarelas...

Ovos, larvas, e mutação,
Ciclo perfeito para elas.
Pairando com o vento,
Vanessas de varias cores,
Proporcionando novos amores.

São elas lepidópteras
De pura delicadeza,
Charmosas e bem vistosas
Borboletas fogosas.

E as mariposas!
Noturnas e misteriosas
Ora belas ora assombrosas
Mariposas espojadas,
Nada delicadas,
Mas lepidópteras como as Vanessas
Assim são elas diurnas ou noturnas na primavera.

 

 

Fonte:
Poemas enviados pelo autor

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