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José
Rodrigues de Paiva
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O DESPERTAR DO CANTO
O silêncio do canto
é a voz do poema
que se constrói à noite
mesmo ainda sem tema.
O silêncio e o seu canto
estão na voz da canção
que adormece no peito
e desperta na mão
do poeta que canta,
silenciosamente,
sob as águas do poema
que nascem mansamente.
O silêncio das águas
de onde flui a poesia
traz um canto de sol,
traz o sonho de um dia
que se abrirá inteiro
ao clarão do poema,
acesa luz, romã,
a alegria por tema.
O silêncio do fruto
é um canto maduro
elaborando a seiva
do poema futuro.
NEGREIROS DO MARALTO No maralto das lendas impossíveis Entre as brumas cinzentas da incerteza, Sob o fogo do sol ou das estrelas, Mas quando um porto encontram e as amarras |
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INTERPOÉTICA
© 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos |
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