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José
Menin
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ACALANTO PARA O
SONO
Do espírito igual e a mãe afetuosa Embalados por sua voz para habitar outro rio o ventre comum
QUEDA Preso Cai do alto Dois minutos. Sonhar o pássaro
DA MATÉRIA Antes da queda: queda Resgato enigmas em meu ventre. Meus dentes escrevem o futuro. A ciência não saberá o que digo. Não sei o que digo e finjo A garganta esconde o grito
DIVERSOS De mãos dadas De mãos dadas De mãos dadas Tampouco no rigor das estações Nos amamos
CHUVA LÁ FORA Meu bem É noite O vento Meu bem O acaso O tempo E a chuva lá fora. Meu bem,
AMENIDADES Tempo de sol tempo de chuva
Tempo de sol de chuva
Tem sol em chuva
de sol
e só chuva
ssssssss chuva
chuva
caindo lá fora
(bom pra dormir)
A FÊMEA Seu cio Os anjos não sabem. |
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INTERPOÉTICA
© 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos |
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