|
|
|||
|
Joanna
Timburtina
|
|||
|
|
MEUS SONHOS
Eis meus sonhos gentis, eis minhas horas
De doce inspiração!
Eis os sorrisos, os cruéis agrores
Dum triste coração!
Notas sem arte, que no ardor da cisma
Saltou meu peito um dia,
Não têm eles a luz dos grandes gênios,
Não têm maga harmonia.
Flores crestadas com o soprar do vento
De atroz contrariedade,
Exprimem as descrenças prematuras
De minha mocidade. Transuntos de um viver que se alimenta
De tristes ilusões
São os idos e ternos companheiros
De minhas solidões.
Crestados como são com o sopro ardente
Do fatal impossível,
Mal podem exprimir um sentimento
Sublime, indefinível!
A VIRTUDE Os prazeres da vida se extinguem, Se as tormentas oprimem o peito, De que valem soberbos troféus, Só é ela quem traz a ventura, |
||
|
|||
INTERPOÉTICA
© 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos |
|||