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Jaime Benvenuto Júnior

 

 


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ESSES BAILES DE MASCÁRAS

Foi à festa de casamento
da última filha virgem
sentia-se realizada
beijava o bom marido
de minuto a minuto
gratificada.
Brindou à felicidade certa
dos noivos
como a sua.
Quando voltou e tirou
a máscara
não agüentou olhar-se
nos múltiplos espelhos
do quarto.
Amanheceu morta na banheira
inoxidável.

 

ESTAÇÕES

Todos os anos
ventos vêm lá do mar
brincando de carteiros
para mudar a temperatura
para mudar tudo e a gente.
E a gente só muda de roupa.

 

 

Fonte:
Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco 1980/1988
Francisco Espinhara
Recife 2002

 

INTERPOÉTICA © 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos