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Isnar de Moura
(1909 Timbaúba/Pernambuco)

 

 


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REENCONTRO

Encasulada no sonho
perdi do mundo a visão.
Hoje a custo recomponho
a vida vivida em vão.

Vivida em vão? Quem o diz?
Só Deus o sabe ao certo.
Não se perde em ser feliz.
Doa depois o deserto.

Mais doa a dor do abandono,
Mais profundo seja o sono,
mais fira a chaga da dor,

---- ó doce chaga do amor!
que a vida eu recomponho
nas asas azuis do sonho.

 

DESEJO

A noite imensa e escura nos envolve
em sua trama de sonho e de magia.

E na noite infinita e misteriosa,
nossos corpos se perdem, se dissolvem na sombra,
como tudo em redor.

somente as nossas mãos unidas ainda vibram,
nossas mãos que se juntam mais e mais.

Nossas almas estão nas nossas mãos.

 

ENCONTRO

E na noite sem estrelas e sem luar,
mas tão cheia de silêncio,
encontraram-se, enfim, as nossas almas.

E eu te surgi tal como desejei,
e tu me apareceste como eu sempre sonhei.

E foi como se astros apagados
brilhassem de repente.

 

 

Fonte:
Corpo Lunar
2002
Antologia Poética
Organizadora:Edileusa da Rocha

 

INTERPOÉTICA © 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos