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Germana Oliveira de Castro
(1978 Recife/Pernambuco)

 

 


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Do subjetivo

Rapaz,
que bela pele
belo olhar
belo tudo
bem de vida, heim?

 

simbolismo do sufocamento

pegue um nariz,
pequeno ou grande,
corte rente a face,
já sem sangue algum
enfie o tal,
dentro de um copo d'agua.
Pronto, lá está!
Minha vida em um copo americano!

 

consensuar????

- e alguém vai sumindo aos poucos.
- como? não acreditaram muitos que ali estavam
Mas ele repetiu:
- alguém some aos poucos.
e muitos que ali estavam pensaram:
- de que tantos de poucos você fala?

 

auto-canibalismo-próprio-de mim

assim fico me comendo,
os minutos passando
e teu fio de diálogo cansado,
pausado.
Do começo?
a comer meus cabelos
passo o rosto,
sempre gostei dos meus olhos,
vou deixá-los bem abertos
lá vem o tórax,
lá vem os peitos, seios
alguns deleites me lembram você,
tenho uma colcha rendada
lembro uma cama macia
lembro de beijos ardentes
e sonhos, muitos
e assim me acabo de vez
como logo a porra da perna e termino naquele meu pezinho do dedinho torto que sempre atormentou as minhas caminhadas
puta que pariu, nem pra se comer se tem sossego!

 

Peço

já de doçura minha boca seca
sede tenho de palavras
(pausa)
palavras
(mais uma pausa e sussurre agora:)
p a l a v r a s
peço.

 

 

Fonte:
Poemas enviados pela autora

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