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Francisco Vidanjo
(1973 Petrolina/Pernambuco)

 

 


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NA TARDE; ENTÃO TUDO CALA

Vos trago pétalas - elas que
Caem
Pela manhã me odiando
Vos falo sem fala, nessa sala,
Pois são sem número lá fora!...
E, para as contar, eu
Levaria até a tarde...
- Na tarde; então tudo cala

 

XÍCARAS

Xícaras, bules, uma mesa, e algumas frutas
Separam o verão quente de um imenso frio
Uma, duas cartas sobre a mesa. É surpresa
Que ainda me escreva... e me informe das
Xícaras de um certo humor posto ao sol
Espero que entenda esse meu desgosto... e que anseio
Por olhar mais uma vez seu rosto... de olhos
                           prontos pra mim
As árvores.. aquelas árvores... os nossos
Nomes presos num músculo vegetal.... se
Foram como o outono - só as folhas restaram juntas
                           de mim
Espero que entenda esse meu desgosto... é que
Anseio por olhar mais uma vez seu rosto... de olhos
                           prontos pra mim.

 

 

Fonte:
Poética Ribeirinha – Antologia Literária de Petrolina
Elisabet Gonçalves Moreira
UPE - 1998

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