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EDVALDO BRONZEADO

 

DISCURSO AZUL

No dia nacional dos olhos teus,
Imune que já sou anti-gravata,
Eu boto um chorte blu e alpercata
E saio por aí feito um judeu.
Pregando que te amo dou embate,
Usando o meu buquê feito um Sansão
Ao Césio infeliz que desacate
Querendo atomizar teu coração.

No dia nacional dos olhos teus,
Também conhecido por do anil,
Entupo todo cano de fuzil
Com dálias, cravinas e chananas.
A cada maloqueiro três bananas.
A cada feridento um cataplasma.
A cada amenorréica uma cenoura.
Cigarro de fulo a quem tem asma.

Dum frevo faço hino na Pracinha,
Os braços a fidalgos e plebeus,
Eu canto: Se essa rua fosse minha
No dia nacional dos olhos teus.

 

 

 

 

Edvaldo Bronzeado tem suas origens na Paraíba, mas nasceu em Paulista/Pernambuco, em 1939.

Arteiro, artista, artesão, sempre esteve ligado a cores, formas e sons. Durante muitos anos manteve seu atelier no Engenho do Meio, onde atuava como design gráfico, fazendo embalagens, logomarcas, arte visual, essas coisas.

Entre um e outro desenho para caixa de perfume, saco de pipoca, capa de LP, fazia soneto, balada, samba, cordel, essas coisa.

Tudo no melhor sem-estilo, escola que domina com maestria.

 

música: Vassourinhas (Joana Batista Ramos)

intérprete: Ednaldo Queiroz

foto: Sennor Ramos

   
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INTERPOÉTICA © 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos