MIRÓ
João Flávio Cordeiro da Silva nasceu em 1960 em Recife. Profissão poeta, embora acreditasse que ia ser jogador de futebol. Infância no Bairro de Santo Amaro das Salinas em Recife, logo interrompida pela expansão imobiliária que o levou a subir o caminhão e ir morar no bairro periférico da Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife). Miró, que recebeu esse nome por conta do jogador centro-avante do Santa Cruz Futebol Clube, que tinha esse codinome, é um dos escritores da geração alternativa que mais ganhou destaque em nível nacional nos últimos anos. Sua récita intuitiva, criativa, urbana e performática vem ganhando adeptos e sua história de vida e poesia vem abrindo espaços no cinema, na mídia e na área acadêmica. Iniciou a escrever na década de 80 e publicou seu primeiro livro em 85 quando ainda trabalhava na Sudene como servente e onde conheceu os poetas Wilson Araújo de Souza, que o viu lavando banheiro e cantando Caetano, e Maria do Carmo Barreto Campelo, pessoas definitivas na vida do escritor, que o incentivaram a publicar. Maria leu seus poemas e conseguiu uma publicação de página inteira no Jornal do Commercio e lançou-o publicamente como poeta. Nesse mesmo período conheceu o poeta Manuca, de Juazeiro da Bahia, que o influenciou na arte da recitação. Após lançar seu primeiro livro Miró largou o trabalho da Sudene e resolveu viver da sua arte e partiu para lançar e vender seus trabalhos em Petrolina, São Paulo, Fortaleza e outras cidades. Não parou mais. Vive viajando para participar de encontros, recitais, sempre divulgando e vendendo o seu trabalho. Poeta com trabalhos publicados em fanzines, jornais de grande circulação de todo o país e vasta referência na internet. Entre 2001 e 2004, foi um dos organizadores, em parceria com Cida Pedrosa e Valmir Jordão das Coletâneas Poéticas Marginal Recife I, II e III, editadas pela Prefeitura do Recife. Em 2007 o escritor André Telles do Rosário defendeu tese de mestrado sobre o poeta com o tema: Corpoeticidade - Poeta Miró e sua literatura performática. No mesmo ano, sua vida e sua obra foram objeto de estudo de Bárbara Cristina, Jacqueline Granja e Patrícia Gomes, alunas do curso de jornalismo da Unicap – Universidade Católica de Pernambuco. Elas, sob a orientação de Cláudio Bezerra, apresentaram projeto experimental em jornalismo, com o filme Onde estará a Norma? que obteve grande repercussão de público e de crítica. Em 2008 o escritor e cineasta Wilson Freire, roteirizou e dirigiu o filme Miró: Preto, Pobre, Poeta e Periférico - que vem arrebatando prêmios locais e nacionais. Miró vive hoje em uma ponte Recife / São Paulo, local onde tem ido participar de eventos a exemplo do Pernambuco Terra do Frevo realizado em dezembro de 2008, na Casa das Rosas sob a organização do poeta Frederico Barbosa em que recitou em parceria com Jomard Muniz de Brito. Atualmente está se dedicando à organização de um livro cujo título provisório é Cartas para Miró.
Livros:
Quem descobriu Azul Anil - Edição do autor, 1985;
Ilusão de Ética (1ª edição) - Edição do autor, 1987;
São Paulo é Fogo - Edição do autor, Recife, 1988;
São Paulo é Fogo (2ª edição) - Edição da Livraria Livros e Letras, Fortaleza, 1988;
Ilusão de Ética (2ª edição) - Edição do autor, Recife, 1999;
Quebra a direita, segue a esquerda e vai em frente - Edição do autor, Recife, 2000;
Poemas para sentir tesão, ou não - Edição do autor, Recife, 2002;
Para não dizer que não falei de flúor - Edição do autor, Fortaleza, 2004;
Onde estará Norma? - Edição do autor, Recife, 2006;
Tu Tás Onde? - CEPE, Recife, 2007;
Participação em coletâneas:
Marginal Recife: coletânea poética I (organizada por Cida Pedrosa, Miró e Valmir Jordão) – Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2001;
Recife/Nantes: um olhar transatlântico (organizada por Heloísa Arcoverde de Morais e Magali Brasil) - Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 2007.
Links relacionados:
cardápio de poesia
galeria dos mortais
entrevista
poetas na rede
o poeta e sua voz
blog site contato do poeta
mirodamuribeca@gmail.com