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MANOEL FILÓ
 

Manoel Filomeno de Menezes nasceu em 1930 na Fazenda Tabuado do município de Afogados da Ingazeira, Pernambuco, e encantou-se em 2005 em São José do Egito, no mesmo estado. Com dois anos de idade mudou-se para Mundo Novo, município de São José do Egito, local em que viveu até os dezoito anos de idade. Viveu na cidade do Recife, na fase adulta, embora tenha aventurado outras paragens. Foi registrado como natural da cidade de Monteiro na Paraíba. O motivo de ter sido registrado em outro estado teve razões puramente econômicas, pois seu pai, com muitos filhos, agricultor em dificuldades em razão da estiagem que assolava o Sertão, procurando beneficiar-se de abono concedido pelo governo federal, registrou seus filhos na cidade paraibana que tinha agência bancária, condição exigida para concessão do benefício. Manoel sempre se considerou ao mesmo tempo pernambucano e paraibano, como muita gente que nasceu nos Sertões do Pajeú e Carriri, regiões vizinhas e berço da poesia popular nordestina. A poética foi herdada do pai que passou para ele e alguns irmãos e que ele por sua vez passou para seu filho Jorge Filó. Genealogia da palavra comum em terras sertanejas e nordestinas, numa legítima perpetuação de talentos repassada de pai para filho. Poeta popular dos mais reconhecidos, tanto pelo dom do improviso quanto pelo poder de criatividade. Não era cantador profissional, embora não se negasse a improvisar na viola quando solicitado. O poeta recebeu a alcunha de um padre italiano de Manoel Filósofo. Era versado na arte de fazer trova e do soneto. Seus poemas estão citados nos livros de poesia popular e cantoria e parte da sua obra foi compilada no livro As Curvas do Meu Caminho, organizado pelo autor e editado em 2004.

 

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