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FRANCISCO ESPINHARA
 

Francisco de Assis Silva nasceu em Arcoverde, Pernambuco, em 1960 e encantou-se em Recife em 2007. Radicado na capital pernambucana desde os 6 anos de idade. Graduado em Letras. Professor da rede estadual de ensino. Um dos idealizadores e coordenadores do Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco (MEIPE). Foi editor do jornal alternativo Lítero Pessimista um dos fazines de vida mais longa do Recife e também um dos mais imperiódicos. Foi editado pela primeira vez na década de 80 e estampava na primeira página um poema de Augusto dos Anjos para delimitar a linha pessimista do fanzine. Ao todo foram 8 números, o último editado após sua morte, pois o bardo não teve tempo de fazê-lo antes de partir. Chico se afastou do Recife em 1988, trabalhou no Norte do país por alguns anos e retornou para a cidade em meados da década seguinte. Ao chegar voltou à militância literária e se aproximou da nova cena alternativa que nascera e continuara – a efervescência cultural iniciada pelos independentes. Nesse período editou os fanzines O Meretriz (1992), Arrebeat (1996) e produziu em parceria com Wilson Vieira e Joca de Oliveira o CD Vários Poemas Vários, uma reunião de 25 poetas recitadores. Na década seguinte lançou o livro resgatando a história do movimento e editou junto com Bráulio Brilhante o jornal Chalopa e, junto com Raimundo Carrero, organizou os encontros poéticos da Casa de Manuel Bandeira, na rua da União, centro do Recife, sempre aos sábados, em uma junção de boemia e arte, para divulgação de poesia. Espinhara, apesar do pessimismo que lhe era peculiar, era afeito a mobilizações, reuniões e movimentos para edição e divulgação da arte. Foi o organizador, durante 10 anos do Natal dos Poetas Pernambucanos, festa que aglutinava toda a cena alternativa do Recife que se confraternizava em espaços populares, com grandes recitais e música. Em julho de 2006, lançou o livro Bacantes, organizado pelo INTERPOÉTICA, firmando um etilo próprio de escrever pequenos contos, já iniciado no livro Sangue Ruim. Junto com Luna foi o poeta homenageado do V Festival Recifense de Literatura. Deixou um acervo inédito de poesia e um livro infantil intitulado A Menina e o Cururu. Chico Espinhara era um romântico por natureza, teve musas reais e imaginárias. Morreu como viveu: poeta, apenas poeta, produzindo e divulgando Poesia.

 

Livros:
Vida Transparente -Edição do autor, 1981;
A batalha pelo poema - edição do autor, 1984;
Teje preso
, Seu rapaz! - edição do autor, 1987;
Dose dupla - edição do autor, 1994;
Sangue Ruim -
Edição do autor,2005;
Bacantes - Edição do autor (organizado pelo INTERPOÉTICA), 2006.
Claros Desígnios (em parceria com Erickson Luna) - Edição dos autores, 2006.

Participação em coletâneas:
Revista Arrecifes - Conselho Municipal de Cultura, 1985;
Poesia Viva do Recife (organizada por Juareiz Correya) – CEPE, 1996;
Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco 1980/1988 (Organizador) – Edição do Autor, 2000;
Marginal Recife: coletânea poética I (organizada por Cida Pedrosa, Miró e Valmir Jordão) – Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2001;
Pernambuco, terra da poesia (organizada por Antônio Campos e Cláudia Cordeiro) – IMC/Escrituras, 2005.

CD:
VÁRIOS POEMAS VÁRIOS - 25 POETAS CONTEMPORÂNEOS – coletânea de poemas (produzido por Francisco Espinhara, Joca de Oliveira e Wilson Vieira) - Produção Independente, 1999.

 

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