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ERICKSON LUNA
 

Erickson Luna nasceu em Recife, Pernambuco, em 1958 e encantou-se em 2007. Um dos personagens míticos da eclética cena cultural recifense, Erickson, junto com Francisco Espinhara e França, formava o trio da “marginália erudita” que circulava por bares e recitais da cidade. De postura anárquica chegou a cursar ciências jurídicas na Faculdade de Direito do Recife, mas seu jeito próprio de encarar o mundo não se encaixava com o perfil formal da faculdade e terminou desistindo do curso. No final da década de 70 participava, sem se ligar a correntes políticas, do Movimento Estudantil e foi preso pelos agentes do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social).  Detestava rótulos e achava a pecha de poeta maldito, marginal, alternativo ou independente um diletantismo próprio dos intelectuais. Homem culto, compositor de blues, frevo, samba e modinhas, acreditava que estava mais próximo da música do que do verso. Cultuava uma poesia filosófica e de cunho existencial, utilizando-se de recursos formais e eruditos. Deixou seguidores. Seus versos estão na boca dos jovens e é comum em qualquer recital aparecer uma cara nova dizendo seus versos com profunda reverência. Seus poemas estão espalhados por Recife, ou nos arquivos pessoais dos amigos. Em 2004 lançou Do Moço e do Bêbado, que foi recebido e festejado por todos, sendo um dos eventos culturais mais concorridos em Recife, naquele ano. Em 2006, durante a festa de comemoração do Natal dos Poetas Pernambucanos, organizada pelo poeta Francisco Espinhara, lançou o livreto Claros Desígnios em parceria com o organizador do evento. No ano de 2007 ele e Francisco Espinhara foram os poetas homenageados de V Festival Recifense de Literatura. A antologia bilíngue Nantes/Recife encontrava-se na gráfica quando Luna morreu. Seus poemas foram lidos em várias cidades da França e eram recebidos com um misto de surpresa e humor pelos franceses. Os abismos, ironia e perspicácia do poeta do bairro de Santo Amaro das Salinas, perpassam as barreiras da língua e aportam no outro Atlântico.

 

Livros:
Do Moço e do Bêbado - edição do autor, 2004.
Claros Desígnios (em parceria com Francisco Espinhara) - edição dos autores, 2006.

Participação em coletâneas:
Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco 1980/1988 (organizada por Francisco Espinhara) – Edição do Autor, 2000;
Marginal Recife: coletânea poética I (organizada por Cida Pedrosa, Miró e Valmir Jordão) – Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2001;
Pernambuco, terra da poesia (organizada por Antônio Campos e Cláudia Cordeiro) – IMC/Escrituras, 2005;
Recife/Nantes: um olhar transatlântico (organizada por Heloísa Arcoverde de Morais e Magali Brasil) - Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 2007.

CD:
VÁRIOS POEMAS VÁRIOS - 25 POETAS CONTEMPORÂNEOS – coletânea de poemas (produzido por Francisco Espinhara, Joca de Oliveira e Wilson Vieira) - Produção Independente, 1999.

 

Links relacionados:

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galeria dos mortais

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