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DIONE BARRETO
 

Dione Gomes Barreto nasceu em 1955 em Campina Grande, Paraíba e está radicada no Recife desde 1977. Poeta, gestora cultural e psicóloga de orientação junguiana. Funcionária pública federal da Fundação Joaquim Nabuco desde 1986. Durante quase três décadas, atuou na vida cultural do Recife. Foi a primeira mulher presidenta da União Brasileira de Escritores/PE no biênio 1993/1994, antes disso participou das gestões de Paulo Cavalcanti, Nagib Jorge Neto e Frederico Pernambucano de Mello, com atuação no Conselho Fiscal, Secretaria Geral e vice-presidenta. Na sua gestão realizaram-se os projetos de edição da Revista 58, criação de núcleos da UBE no interior de Pernambuco e entrega à comunidade literária da sede atual da UBE. De 1995 a 2000 foi vice-presidenta e Presidenta do Conselho Municipal de Cultura do Recife. Nessa gestão, foi discutido e apresentado o projeto de Lei que criou o Sistema de Incentivo à Cultura do Município, tendo sido responsável pela coordenação do processo de regulamentação e implantação da legislação. Participou ativamente de encontros pioneiros para discussão da política cultural do Recife e de Pernambuco, entre eles: I Encontro de Política Cultural para a Cidade do Recife; II Congresso Nacional de Escritores (S.Paulo/1984) com a elaboração e entrega da Carta de Olinda; I Congresso de Escritores do Nordeste (organização) e do I Encontro Estadual de Escritores Independentes. Em 1988 o livro Do Amor e Suas Perversidades recebeu menção honrosa no Prêmio Mauro Mota de Poesia. Foi co-editora do jornal alternativo CONTágil (1983 a 1985), juntamente com Manuzé e Lítero Pessimista (um único número), com Francisco Espinhara. Participou do grupo de poesia falada CENABERTA, juntamente com os poetas Vernaide Wanderley, Manuzé e G. Vieira, apresentando o espetáculo SOMOS VÁRIOS DA MESMA ESPÉCIE, dirigido por Antonio Cadengue; participou da mobilização literária dos Poetas do Pátio de S. Pedro; realizou sua primeira exposição de poster-poemas (1983), sob o título POESIA, UMA PAIXÃO QUE SE EXPÕE no bar Depois do Escuro, local que abrigava recitais na década de 1980 e da I exposição coletiva de poster-poema (1984) sob o título América Erótica e Virgem, organizada pelo poeta Hector Pellizzi, no Gabinete Português de Leitura. Dione sempre foi uma recitante. Iniciou nos palcos do Colégio Estadual de Campina Grande, bares e espaços culturais de João Pessoa e trouxe esta boa prática para as ruas, praças e livrarias do Recife e de Pernambuco, levando posteriormente sua récita para São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e demais cidades do Norte e Nordeste. Tem poemas publicados nos grandes jornais de Pernambuco e em jornais alternativos de todos os formatos e cores. Atualmente vem se dedicando ao estudo dos arquétipos e dos mitos gregos, tendo publicado artigo sobre o Sermão do Espírito Santo, de Padre Antonio Vieira e sobre o mito de Hermes na Odisséia de Homero.

 

Livros:
CÍRCULO VAZIO - Edição da autora, Campina Grande, 1973;
FEITIÇO DO SILÊNCIO - Edição da autora, Recife, 1984;
DO AMOR E SUAS PERVERSIDADES - CEPE, Recife, 1989;
DESIGUAIS - editora 20-20, Recife, 1995.

Participação em coletânaes:
Poesia Viva do Recife (organizada por Juareiz Correya) - CEPE, Recife, 1986;
Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco 1980/1988 (organizada por Francisco Espinhara) – Edição do Autor, 2000;
Corpo Lunar, Antologia Poética (organizada por Edileusa da Rocha) – Sistema de Incentivo à Cultura Lei 16.215/96, Recife 2002;
Retratos - a Poesia Feminina Contemporânea em Pernambuco (organização Elizabeth Siqueira) - Edições Bagaço, 2004;
Pernambuco, terra da poesia (organizadores Antônio Campos e Cláudia Cordeiro) – IMC, 2005

 

Links relacionados:

cardápio de poesia

corda virtual

 

contato da poeta
dione.g.barreto@gmail.com

  

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À CULTURA
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