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ALLAN SALES

 

SONETO PARA A “BRASILÔNIA”

Podre circo paus mandados dos ricaços
Vendem o povo o país e seu futuro
Num festim deprimente e obscuro
Onde nós a votar somos palhaços

Vendilhões da Nação notas aos maços
Mordomia privilégio mais seguro
Alguém banca tal festim atrás do muro
A moral se esgarçando em pedaços

São chacais devorando a esperança
Do futuro de um país ainda criança
Esta máfia forma uma só família

Babilônia tropical vil tragicômica
Se algum dia eu tivesse a bomba atômica
Com prazer eu detonava em Brasília!



 

 

 

Eu me chamo Allan Sales
Menestrel do Cariri
Vim do Crato pra o Recife
Até hoje vivo aqui
Nesta terra hospitaleira
Na Veneza Brasileira
Onde criei-me e cresci.

Estou no Recife desde 1969. Estudei no Colégio da Polícia Militar todo meu ensino médio. Em 1979 servi ao Exército Brasileiro de onde sai como 2º Tenente da Reserva. Estudei Matemática na UFPE e Engenharia Civil na POLI sem concluir os dois cursos.

Estudei violão erudito e componho desde 1982 peças de música popular. Fiz 15 trilhas originais para teatro e recebi 7 prêmios por esse trabalho. Ganhei em 2002, 2003 e 2005 o CONCURSO DE MÚSICAS CARNAVALESCAS DO RECIFE, promovido pela Prefeitura da Cidade do Recife.

Comecei na literatura de cordel em 1997 publicando EPOPÉIA CORDELISTICA DO BRASIL (a História do Brasil em cordel de Cabral a FHC). Em 1999 fiz artesanalmente meu primeiro folheto O TRABALHO DE BRENNAND, hoje sou autor de mais de 300 folhetos publicados pela UNIVERSALES CORDELARIA, a menor editora de cordel do Brasil, tem apenas um diagramador, ilustrador, editor e produtor: Allan Sales.

   
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INTERPOÉTICA © 2005 Cida Pedrosa & Sennor Ramos